TSE libera debates em internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta quarta (17) os debates na internet, também com transmissão ao vivo, e em jornais impressos, antes da oficialização das candidaturas. A decisão foi baseada na consulta pública do deputado Miro Teixeira (PDT- RJ) que solicitou esclarecimentos sobre o assunto.Segundo o ministro Marco Aurélio Mello, esse tipo de debate não sinaliza propaganda eleitoral antecipada. O prazo para o registro dos candidatos termina no dia 5 de julho.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Brasil e Peru assinam acordo energético
Os presidentes Lula (Brasil) e Alan García (Peru) assinaram nesta quarta (16) um acordo para o comércio de energia entre os dois países. O acordo prevê o fornecimento de energia elétrica produzida no Brasil ao Peru e a exportação de excedentes de energia pelo país andino ao Brasil. O documento também estabelece regras para a participação brasileira em projetos hidrelétricos no Peru. Representantes dos dois países também assinaram acordos nas áreas sanitária e fitossanitária, tecnologias ambientais e transporte fluvial.
A velha mídia ainda tem futuro no Brasil
“O desinteresse pela velha mídia está na mesma proporção em que a inclusão digital se processa”. A frase, de Hildeberto Aleluia, é tema do artigo desta quarta (16) que retrata a posição dos jornais impressos no país. Para ele, “a velha mídia ainda sobreviverá por muito tempo entre nós brasileiros”.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Apagão da Copa
Em algumas cidades da África do Sul, volta e meia, a luz desaparece por cerca de duas horas.
Chico no teatro
O livro "Leite derramado", sucesso de Chico Buarque, vai ser adaptado para o teatro por Miguel Faria Jr. Será um monólogo vivido por Marília Pêra que, pela primeira vez em sua carreira, interpretará um homem.
A grande atriz viverá Eulálio, um homem de cem anos que se encontra moribundo no hospital, e relembra toda a sua vida.
A grande atriz viverá Eulálio, um homem de cem anos que se encontra moribundo no hospital, e relembra toda a sua vida.
A Rádio CBN iniciou dia 10 de maio uma rodada de entrevistas com os três principais candidatos à presidência da República. Por sorteio, o primeiro entrevistado foi José Serra, o segundo Dilma Rousseff
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Hoje, encerrando a série de entrevistas, foi a vez de Marina Silva. Entre 8h e 9h, no Jornal da CBN, a candidata respondeu às perguntas do âncora Heródoto Barbeiro e dos ouvintes. Além disso, eu também fiz uma pergunta, seguida da comentarista de economia Miriam Leitão e do comentarista de meio ambiente Sergio Abranches.
http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Fintegra_100524&OAS_sitepage=cbn%2Feditorias%2Fpolitica%2Fplayer
Hoje, encerrando a série de entrevistas, foi a vez de Marina Silva. Entre 8h e 9h, no Jornal da CBN, a candidata respondeu às perguntas do âncora Heródoto Barbeiro e dos ouvintes. Além disso, eu também fiz uma pergunta, seguida da comentarista de economia Miriam Leitão e do comentarista de meio ambiente Sergio Abranches.
http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Fintegra_100524&OAS_sitepage=cbn%2Feditorias%2Fpolitica%2Fplayer
Questão de classe - Artigo
No meu tempo de criança, quando morava no charmoso bairro Santa Tereza, no Rio, as classes sociais eram praticamente seis: de miseráveis, muito pobres, pobres, classe média, ricos e milionários. Eu pertencia à classe pobre. Ou como se dizia, de uma família simples: não passava fome, morava com dignidade, mas meus pais só tinham instrução primária.
Os muito pobres comiam pouco e moravam mal. E a classe média? Naquela época era formada por gente "classuda": casa bonita, mesa farta e sortida; que se vestia bem, tinha cultura e diploma. Já os ricos tinham tudo isso e muito dinheiro. Os milionários ninguém os via; em geral viviam viajando e em festas. Os que mais se expunham eram os miseráveis, mendigando com os filhos sem escola.
Ia me esquecendo, havia também a classe dos novos-ricos ou "endinheirados sem pedigree". Mas estou a falar apenas com base em registros de memória. Sobre um passado totalmente analógico, no qual ainda nem existia a parafernália de aparelhos eletrodomésticos e variedade nos modelos de automóveis. Na verdade, o conceito de classes era outro. Porém, havia uma coisa que me lembro bem. Não se associava criminalidade à pobreza.
Com a mobilidade social, a classe média se subdividiu em baixa, média-média e alta. Teve quem subiu e quem desceu. Agora, surgiram as letras: A, B, C, D, E... Um movimento requebrado, tipicamente brasileiro. Aqui não existem castas como as indianas; tampouco organizações de nobreza e fidalguias ao gosto europeu. Daí porque considero nossa organização social uma saborosa salada divinamente temperada com a miscigenação.
Domingo, 6 de junho, O Globo publicou mais uma reportagem da série O x da questão: "Até Beira-Mar já foi apenas Fernandinho. Dos 23 alunos que estudaram juntos há mais de 30 anos numa escola pública em Caxias, apenas o traficante optou pela vida no crime." Ótima a reportagem assinada por Antônio Werneck.
Ao mostrar os desafios da educação em áreas de risco, o jornal denuncia também o preconceito atual da sociedade abastada contra as comunidades carentes. Afinal, por que os colegas de escola pública, de 30 anos atrás, do bandido mais famoso do país optariam pela vida no crime? E se Fernandinho, que era bom aluno, tivesse estudado num colégio privado de uma outra classe social? Alguém perguntaria por seus coleguinhas de infância? Dificilmente.
É didático saber que os coleguinhas de infância do traficante mais famoso do Rio superaram adversidades. Provavelmente, passaram a personificar a mobilidade social no país. Entre as crianças que, de 1975 a 1978, estudavam na mesma classe escolar do bandido, em 2010 tem a que trabalha como cabeleireira, mecânico de manutenção de aviões, policial militar, motorista, professora universitária, suboficial da Aeronáutica, marceneiro, vendedor...Hoje a maioria dessas crianças deve estar na emergente classe C. Uma nova classe média brasileira, que nada tem a ver com a "velha classuda". Por enquanto, a "jovem emergente" parece não se importar com qualidade nem tradição, no que diz respeito a consumo. Interessa-se simplesmente por tudo ao alcance de seus cartões de crédito.
É flagrante a alegria dessa classe C vendo-se incluída nas ofertas comerciais; passando a fazer parte de estatísticas como consumidora. Algo errado? Pagar pra ver... Essa nova faixa social só não pode abrir mão de uma exigência fundamental: acesso à educação qualificada.
Destaque do Dia
Não, eu não descarto (ser candidato), mas a única coisa que tenho certeza é que vou estar fora do governo (na Copa de 2014).
Lula, ao admitir que poderá ser candidato a presidente em 2014
Lula, ao admitir que poderá ser candidato a presidente em 2014
Câmara teme invasão de policiais militares
A Polícia Legislativa trabalha com a informação de que policiais militares de vários estados estariam articulando invasão à Câmara dos Deputados, caso não seja votada ainda esta semana a proposta de emenda (PEC 300) estabelece piso salarial nacional no valor de R$ 3 mil. Confirmada a ameaça, poderá haver um conflito de proporções imprevisíveis, com graves danos a pessoas e ao patrimônio público
Site -Claudio Humberto
Site -Claudio Humberto
terça-feira, 1 de junho de 2010
Conferência de Comunicação pede controle social de rádios e TVs
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação, encerrada na ultima semana aprovou a proposta da sociedade civil de adoção de mecanismos de controle social da atuação das emissoras de rádio e TV. A proposta prevê a fiscalização do cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas pelas empresas do setor e o respeito a princípios constitucionais, como a exigência de regionalização da programação das emissoras.
As reivindicações da sociedade civil deverão ser encaminhadas ao Congresso na forma de projetos de lei. Algumas já estão sendo discutidas ou já foram rejeitadas pelos parlamentares, mas a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), uma das representantes do Poder Público nos debates, afirmou que elas voltarão agora com o apoio não só da sociedade, mas também do governo.
“Vai ser mais difícil o Congresso se manter omisso e sem atender ao anseio da sociedade, que é exatamente pelo controle público, participação da sociedade, transparência e sobretudo respeito à legalidade, às normas nas outorgas. Nós saímos daqui evidentemente com uma pressão da população e do próprio governo, que também concordou com essas propostas”, ressaltou Erundina.
A deputada Cida Diogo (PT-RJ) avaliou que a conferência foi um marco na história da Comunicação Social do País: “O fato de haver essa congregação de ideias, essa possibilidade de conversa entre o setor empresarial, a sociedade civil e o Poder Público para buscar um consenso deve servir de exemplo para o relacionamento do Congresso com a sociedade."
A conferência aprovou, por exemplo, o apoio ao projeto de lei em discussão na Câmara que institui uma nova lei de imprensa (PL 3232/92, do Senado). O objetivo é disciplinar a responsabilidade dos meios de comunicação e evitar que questões como o direito de resposta fiquem a cargo da Justiça.
Também foram aprovadas três propostas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj): a criação de um conselho federal e de um código de ética do jornalismo e a volta da exigência do diploma para os profissionais do setor.
Essas sugestões tiveram os votos contrários dos empresários, que apoiam a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o diploma e afirmam que o controle social fere a liberdade de expressão.
Porém, o coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, jornalista Celso Schröder, disse que o controle social das notícias veiculadas na mídia e outras regras vão garantir “que a incidência sobre o processo de comunicação seja o menos privada possível".
Comissão pode dar novo rumo a debate sobre diploma de jornalista
Há um ano o STF decidiu que o diploma não é necessário para o exercício do jornalismo. Agora, comissão especial criada pela Câmara vai analisar uma PEC que restabelece a obrigatoriedade do título.
Hugo Leal, relator da comissão sobre a PEC, é um dos favoráveis à exigência do diploma.A instalação, na semana passada, de uma comissão especialComissão temporária criada para examinar e dar parecer sobre projetos que envolvam matéria de competência de mais de três comissões de mérito. Em vez de tramitar pelas comissões temáticas, o projeto é analisado apenas pela comissão especial. Se aprovado nessa comissão, segue para o Senado, para o Plenário ou para sanção presidencial, dependendo da tramitação do projeto. para analisar a PEC 386/09, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, deverá dar uma nova direção ao debate sobre o tema, que se intensificou quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, há um ano, a obrigatoriedade do título.
O STF decidiu que a exigência do diploma é inconstitucional por ferir a liberdade de expressão e contrariar o direito à livre manifestação de pensamento. Essa foi, à época, a compreensão de oito ministros do Supremo.
A ideia de uma possível mudança na direção do debate é motivada pela composição da comissão especial, formada por deputados que, em sua maioria, defendem a retomada da obrigatoriedade do diploma. O relator da comissão, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), já anunciou que pretende manter integralmente o texto da PEC e aprová-lo o mais rapidamente possível, até o próximo dia 24. “O meu objetivo é aprovar a PEC do jeito que ela está”, declarou.
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