
PF prende diretores da Camargo CorrêaQuatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa foram presos pela Polícia Federal em operação que apura supostos crimes, como remessa ilegal de dólares e superfaturamento de obras públicas. O relatório da Operação Castelo de Areia menciona supostas doações ilegais da empreiteira अ PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT e PP.
Após Satiagraha, PF e juiz mudam estilo Primeira grande operação da Polícia Federal depois da Satiagraha, e com personagens em comum, a Castelo de Areia mostrou que os policiais e a Justiça Federal redobraram os cuidados para evitar que se tornassem alvos de novas críticas de abusos e ilegalidades।Em comum, as duas operações foram autorizadas pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, que exibiu ontem, na ordem de prisão, um estilo mais cauteloso e preocupado diante de eventuais repercussões da operação.Ricardo Saadi, o delegado da Polícia Federal que dirige as investigações sobre a Camargo Corrêa, é o mesmo que assumiu o comando da Operação Satiagraha após o afastamento de Protógenes Queiroz.O texto de De Sanctis está repleto de expressões como "eventual", "suposta" e "em tese", o que demonstra uma cautela em relação às acusações.
Novo presidente do Conselho de Ética quer penas mais brandas para colegasEleito ontem para presidir o Conselho de Ética da Câmara, o deputado José Carlos Araújo (PR-BA) defendeu penas mais brandas para colegas investigados por quebra de decoro। Sem citar nomes, ele disse que parlamentares cassados não mereciam punição tão severa, pois cometeram "erros leves", e citou como exemplo os envolvidos no escândalo do mensalão.Dos 19 deputados acusados de participar do mensalão -esquema de compra de apoio político gerido pelo publicitário Marcos Valério de Souza e coordenado pela cúpula do PT-, 12 foram inocentados em plenário, 4 renunciaram antes da abertura do processo para escapar à punição e apenas 3 foram cassados."Poderiam ter recebido penas menores. Isso vale também para os que foram absolvidos, que não mereciam a cassação, mas algum tipo de advertência", afirmou, citando também como possível pena alternativa o afastamento temporário.
Câmara autoriza Eletrobrás a usar licitação "simplificada"Com o apoio do PT e da liderança do governo, o PMDB aprovou ontem à noite na Câmara dos Deputados a possibilidade de a Eletrobrás adquirir bens e serviços por meio de um "procedimento licitatório simplificado"।A mudança foi incluída na medida provisória 450 pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator, sob o argumento de que a Petrobras já possui mecanismo semelhante desde 1997। Para fazer a licitação simplificada será necessário um decreto presidencial। O PMDB comanda o Ministério de Minas e Energia, ao qual a Eletrobrás é vinculada.A alteração sofreu ataques da oposição e causou um racha na base de apoio governista, tendo sido mantida por estreita margem -191 votos a favor contra 185."A medida provisória do senhor presidente é muito importante e moderniza o setor público nessa área do setor elétrico. Entretanto, essa prática malsinada, que talvez vá trazer graves problemas a esta Casa e ao Parlamento, de se enxertar coisas graves, centrais, (...) que dispensa o setor elétrico de licitação ou simplifica, é uma imoralidade", afirmou Ciro Gomes (PSB-CE).
Bolsa-moradia será paga pelo trabalhadorGoverno lança plano com o qual pretende propiciar à população pobre a realização do sonho da casa própria. Ele contém subsídios pesados — famílias com renda de até três salários mínimos pagarão mensalidade simbólica de R$ 50 — e a ambição de construir um milhão de residências. Ciente do emaranhado burocrático do pacote, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que não conseguirá concluí-lo antes do fim de seu mandato. Formado a partir de contribuições mensais dos empregados com carteira assinada, o FGTS arcará com R$ 7,5 bilhões destinados aos subsídios e com os R$ 57 bilhões com que o Palácio do Planalto conta para financiar a construção de imóveis novos até 2011. Como forma de garantir o apoio da classe média, sobe dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor máximo dos imóveis que os mutuários podem adquirir recorrendo ao Fundo de Garantia.
Casa até para sobrinho de ex-deputadoA ação de despejo anunciada pela Mesa Diretora da Câmara para retirar 24 servidores dos imóveis funcionais, mostrou um quadro de loteamento repleto de apadrinhamento político e uma insistência sem fim em morar às custas dos cofres públicos. Prova disso é o fato de que três desses funcionários que continuam nos apartamentos foram exonerados em fevereiro e sequer constam na lista de servidores da Casa. Outros 13 moradores não fazem parte do quadro efetivo e ocupam cargos de livre provimento. Amparando nomeados e exonerados estão padrinhos influentes como o segundo-secretário Inocêncio Oliveira (PR-PI), o ex-segundo-vice Ciro Nogueira (PP-PI) e o atual presidente Michel Temer (PMDB-SP), que deixou dois servidores nos quadros de estrutura da Casa durante seu primeiro mandato à frente da Presidência. Mas, quem mais surpreende pela capacidade de influenciar a distribuição dos apartamentos é o ex-deputado e ex-quarto-secretário João Caldas, que mantém o sobrinho Luiz Carlos Silva em um apartamento na 203 Sul, apesar de o estudante ter sido exonerado em 17 de fevereiro, segundo o Boletim Administrativo.
Senadores reagem a aumento de servidores A proposta de aumento nos salários dos servidores do Senado em troca do fim das gratificações por chefia foi mal recebida pelos senadores e também por um grupo de funcionários। A reação foi a pior possível. A avaliação interna é de que é um erro colocar o assunto em discussão neste momento. A ideia de reajuste salarial foi sugerida pelo presidente do Sindicato dos Servidores Legislativos (Sindilegis), Magno Mello, em entrevista ao Correio. O sindicalista argumenta que o aumento na remuneração faria parte de uma reformulação no plano de carreira para compensar o fim das centenas de diretorias e bônus por chefia criados nos últimos anos. Pressionados, os senadores não querem abordar o tema em meio à crise administrativa vivida pelo Senado. “O sindicato tem o direito de apresentar a proposta que quiser, mas o Senado precisa ter o pé no chão. Já temos gastos exagerados”, reagiu o senador Renato Casagrande (PSB-ES). “Temos que esperar passar essa crise. Não é o momento. Pelo que conheço, o salário está de bom tamanho”, afirmou Serys Slhessarenko (PT-MT), segunda vice-presidente do Senado.
Diretores da Camargo Corrêa presosQuatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país, foram presos pela Polícia Federal, acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Quatro doleiros do Rio e São Paulo também estão detidos. Segundo os federais, o esquema contém doações ilegais a partidos políticos.O Estado de S.Paulo
PF prende executivos de empreiteira por fraudesCamargo Corrêa é suspeita de doações ilegais a sete partidos Sete partidos políticos (PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB) são citados na Operação Castelo de Areia, deflagrada ontem pela Polícia Federal, como supostos destinatários de doações de recursos ilícitos a partir de esquema envolvendo diretores da construtora Camargo Corrêa e doleiros. Segundo a PF, a trama consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais. A primeira etapa da investigação aponta para evasão de R$ 20 milhões, em estimativa da Procuradoria da República.A operação prendeu 10 pessoas e vasculhou 16 endereços, onde foram recolhidos computadores, armas, quadros, documentos e pelo menos R$ 1 milhão em dinheiro. A força-tarefa estava em busca de um pen drive onde estaria armazenada a suposta contabilidade paralela da organização e uma lista de políticos beneficiados.Auditores do Tribunal de Contas da União acompanharam a blitz. "Há fortes indícios de que a empresa utilizava-se de offshores e do sistema de dólar cabo para remessas de quantias para o exterior", disse o delegado Alberto Iegas, coordenador da PF em São Paulo do combate ao crime organizado. Em nota, a Camargo Corrêa negou irregularidades e se declarou "perplexa".
Cresce pressão de petistas contra retorno de DelúbioO governador de Sergipe, Marcelo Déda, engrossou ontem o coro dos petistas contrários ao retorno do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares às fileiras petistas। "Ninguém com juízo pode estar satisfeito com a volta do Delúbio", afirmou Déda, que nesta semana conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto. Lula também acha que a cúpula do PT deve negar a refiliação a Delúbio - expulso no rastro do escândalo do mensalão, em 2005 - por acreditar que sua volta, neste momento, prejudicaria a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência."Um partido que quer continuar governando tem que ter os pés no presente, os olhos no futuro e não voltar para trás", insistiu Déda. "O PT já sangrou muito, já sofreu muito. É necessário bom senso para perceber que uma sigla com a responsabilidade política que o PT tem hoje precisa ter todas as forças concentradas no apoio a Lula e na construção de 2010."
Sarney repete script de reforma que não fezO grupo de parlamentares que hoje comanda o Senado e faz promessas de reforma administrativa para enterrar a assombração política provocada pelo escândalo dos 181 diretores, pagamento de hora extra no recesso parlamentar e outros desmandos é o mesmo que, 14 anos atrás, propôs uma profunda "reengenharia" para que a Casa não se transformasse em uma "instituição desorientada", vagando como "uma alma penada" pelo Congresso.Hoje, como em abril de 1995, a direção do Senado também decidiu "contratar uma consultoria externa da Fundação Getúlio Vargas". No discurso da posse do terceiro mandato na presidência do Senado (de 1993 a 1995, de 2003 a 2005 e de 2009 a 2011), em fevereiro passado, Sarney afirmou que foi com o trabalho da FGV que ele promoveu "uma grande reforma aqui dentro".O contrato número 55/1995, segundo informação oficial do Senado, "foi pago em quatro parcelas de R$ 220.500,00, totalizando 882.000,00". Um novo contrato com a FGV deve ser assinado ainda nesta semana. A fundação já faturou em contratos com o Senado, nos últimos cinco anos, pelo menos R$ 3,3 milhões.
Fila da hora extra reúne multidão na CâmaraA cena se repete sempre que a sessão do plenário da Câmara passa das 19h. Centenas de funcionários dos gabinetes dos deputados, chamados na estrutura da Casa de secretários parlamentares, se espremem em filas para assinar o ponto e, assim, garantir o pagamento da sessão noturna. A Câmara gasta R$ 430 mil em horas extras, no limite de duas por noite, sempre que a sessão ultrapassa o horário das 19h.Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara, costumava encerrar as sessões antes das 19h, a tempo de evitar o pagamento das horas extras - o que lhe valeu o apelido de "um para as sete" no Congresso.Michel Temer (PMDB-SP), atual presidente, tem evitado as sessões noturnas se não há votações pendentes. Quando elas ocorrem, os funcionários têm 20 minutos, após o término, para comprovar que estavam na Câmara e, portanto, podem receber o extra. O prazo foi adotado para evitar que assessores ausentes tenham tempo de voltar à Casa e assinar a presença, com o objetivo único de garantir o pagamento adicional.
Filha de diretora trabalha em prestadora de serviçosResponsável pelos trabalhos de estenotipia (digitação informatizada) de todas as reuniões que ocorrem nas comissões do Senado, a Steno do Brasil Importação, Exportação, Comércio e Assessoria Ltda tem em seus quadros Mariana Cruz, filha da diretora de Comissões da Casa, Cleide Maria Barbosa Ferreira Cruz। A Steno é contratada do Senado com gastos autorizados de até R$ 2,2 milhões ao ano, desde janeiro de 2006.A polêmica em torno da Steno já foi parar no Ministério Público. Motivo: além da denúncia de nepotismo, os taquígrafos do Senado teriam ficado preocupados com a contratação da empresa, que, na prática, faz o seu trabalho."A Mariana foi trabalhar na minha empresa antes de o contrato ser fechado com o Senado. Sou amigo do pai dela. Ela estava desempregada e eu estava precisando de uma pessoa", afirmou Alexandre de Almeida, diretor regional da Steno, em Brasília. Ele afirmou que contratou Mariana seis meses antes de o contrato com o Senado ser fechado. Segundo Cleide, a proposta de terceirizar os trabalhos da taquigrafia foi feita, em 2005, pelo então primeiro-secretário da Casa Efraim Moraes (DEM-PB). Na época, três comissões parlamentares de inquérito estavam em andamento: A CPI dos Correios, a CPI dos Bingos e a CPI do Mensalão. Os taquígrafos do Senado, que são, ao todo, 100, não davam conta do trabalho.
Choque de ordem duplo na RocinhaPrefeitura inicia a derrubada do Minhocão, a golpes de marreta, e polícia fecha dois laboratórios de refino na favela Os governos estadual e municipal realizaram ontem duas operações que derem um choque de legalidade na Rocinha: enquanto a polícia estourava dois laboratórios onde traficantes refinavam e misturavam cocaína, a prefeitura iniciava a derrubada do Minhocão। A operação policial mobilizou 300 homens e foi uma resposta à tentativa de invasão da Ladeira dos Tabajaras. O chefe do tráfico, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, conseguiu fugir. Três homens morreram, seis foram presos e outros três ficaram feridos. Uma tonelada de maconha foi apreendida. A derrubada do Minhocão - um prédio de dois andares erguido sem licença - começou sob forte esquema de segurança, após autorização da 13º Câmara Cível do TJ.
Estão cheirando cimento no Rio Numa das refinarias do tráfico na Rocinha, com capacidade para produzir 200 quilos de cocaína misturada por semana, os bandidos transformavam um quilo em cinco. Até cimento branco era usado na mistura.
Enquanto isso, no México... A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, iniciou visita ao México admitindo a responsabilidade de seu país no problema do narcotráfico no vizinho: "Nossa insaciável demanda por drogas ilegais alimenta o tráfico."
Pacote de habitação é 5 vezes menor que reajuste do servidorPlano de Lula para casa própria é de R$ 34 bi; para funcionalismo foram R$ 175 bi। No sétimo ano de seu mandato de oito anos, o presidente Lula anunciou um pacote para construir 1 milhão de moradias. O plano nasce cercado de críticas, pois, além da demora, os recursos são escassos se comparados a outras prioridades do governo. Só para reajuste de servidores concedido em 2008, com impacto até 2012, Lula comprometeu R$ 175,5 bilhões - ou cinco vezes mais do que o pacote de R$ 34 bilhões lançado ontem. Segundo técnicos do governo, para entregar 1 milhão de casas, o que especialistas não acreditam, é preciso construir em um ano e meio mais de sete vezes o total de unidades criadas em 2008 (135 mil, com dinheiro do FGTS), o melhor ano da era Lula. O foco do programa são famílias que ganham até seis salários mínimos. Elas terão, entre recursos do Orçamento e do FGTS, R$ 26 bilhões em subsídios à prestação da casa própria. Lula admitiu, porém, que não há prazo para entregar as moradias. O Conselho Monetário Nacional elevará, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, o valor de imóveis que podem ser adquiridos com o FGTS.
PF: refinaria e partidos em lista de empreiteiraA Polícia Federal prendeu quatro diretores da empreiteira Camargo Corrêa e mais seis pessoas acusadas de desviar recursos públicos para financiar ilegalmente campanhas políticas ou abastecer contas no exterior. Além de partidos, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em parceria com o governo Chávez, teria movimentado verbas superfaturadas.
Crise abala governos no Leste da EuropaUma tsunami econômica derruba governos do Leste da Europa e põe outros em alerta। Já caíram os governantes de Letônia, Hungria e República Tcheca। A situação é considerada crítica na Ucrânia, na Romênia e na Sérvia, que vivem o momento mais delicado desde o fim da era soviética, há cerca de 20 anos। O clima é de insatisfação, sobretudo entre os jovens, que cresceram em um ambiente de maior prosperidade.
Após Satiagraha, PF e juiz mudam estilo Primeira grande operação da Polícia Federal depois da Satiagraha, e com personagens em comum, a Castelo de Areia mostrou que os policiais e a Justiça Federal redobraram os cuidados para evitar que se tornassem alvos de novas críticas de abusos e ilegalidades।Em comum, as duas operações foram autorizadas pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, que exibiu ontem, na ordem de prisão, um estilo mais cauteloso e preocupado diante de eventuais repercussões da operação.Ricardo Saadi, o delegado da Polícia Federal que dirige as investigações sobre a Camargo Corrêa, é o mesmo que assumiu o comando da Operação Satiagraha após o afastamento de Protógenes Queiroz.O texto de De Sanctis está repleto de expressões como "eventual", "suposta" e "em tese", o que demonstra uma cautela em relação às acusações.
Novo presidente do Conselho de Ética quer penas mais brandas para colegasEleito ontem para presidir o Conselho de Ética da Câmara, o deputado José Carlos Araújo (PR-BA) defendeu penas mais brandas para colegas investigados por quebra de decoro। Sem citar nomes, ele disse que parlamentares cassados não mereciam punição tão severa, pois cometeram "erros leves", e citou como exemplo os envolvidos no escândalo do mensalão.Dos 19 deputados acusados de participar do mensalão -esquema de compra de apoio político gerido pelo publicitário Marcos Valério de Souza e coordenado pela cúpula do PT-, 12 foram inocentados em plenário, 4 renunciaram antes da abertura do processo para escapar à punição e apenas 3 foram cassados."Poderiam ter recebido penas menores. Isso vale também para os que foram absolvidos, que não mereciam a cassação, mas algum tipo de advertência", afirmou, citando também como possível pena alternativa o afastamento temporário.
Câmara autoriza Eletrobrás a usar licitação "simplificada"Com o apoio do PT e da liderança do governo, o PMDB aprovou ontem à noite na Câmara dos Deputados a possibilidade de a Eletrobrás adquirir bens e serviços por meio de um "procedimento licitatório simplificado"।A mudança foi incluída na medida provisória 450 pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator, sob o argumento de que a Petrobras já possui mecanismo semelhante desde 1997। Para fazer a licitação simplificada será necessário um decreto presidencial। O PMDB comanda o Ministério de Minas e Energia, ao qual a Eletrobrás é vinculada.A alteração sofreu ataques da oposição e causou um racha na base de apoio governista, tendo sido mantida por estreita margem -191 votos a favor contra 185."A medida provisória do senhor presidente é muito importante e moderniza o setor público nessa área do setor elétrico. Entretanto, essa prática malsinada, que talvez vá trazer graves problemas a esta Casa e ao Parlamento, de se enxertar coisas graves, centrais, (...) que dispensa o setor elétrico de licitação ou simplifica, é uma imoralidade", afirmou Ciro Gomes (PSB-CE).
Bolsa-moradia será paga pelo trabalhadorGoverno lança plano com o qual pretende propiciar à população pobre a realização do sonho da casa própria. Ele contém subsídios pesados — famílias com renda de até três salários mínimos pagarão mensalidade simbólica de R$ 50 — e a ambição de construir um milhão de residências. Ciente do emaranhado burocrático do pacote, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que não conseguirá concluí-lo antes do fim de seu mandato. Formado a partir de contribuições mensais dos empregados com carteira assinada, o FGTS arcará com R$ 7,5 bilhões destinados aos subsídios e com os R$ 57 bilhões com que o Palácio do Planalto conta para financiar a construção de imóveis novos até 2011. Como forma de garantir o apoio da classe média, sobe dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor máximo dos imóveis que os mutuários podem adquirir recorrendo ao Fundo de Garantia.
Casa até para sobrinho de ex-deputadoA ação de despejo anunciada pela Mesa Diretora da Câmara para retirar 24 servidores dos imóveis funcionais, mostrou um quadro de loteamento repleto de apadrinhamento político e uma insistência sem fim em morar às custas dos cofres públicos. Prova disso é o fato de que três desses funcionários que continuam nos apartamentos foram exonerados em fevereiro e sequer constam na lista de servidores da Casa. Outros 13 moradores não fazem parte do quadro efetivo e ocupam cargos de livre provimento. Amparando nomeados e exonerados estão padrinhos influentes como o segundo-secretário Inocêncio Oliveira (PR-PI), o ex-segundo-vice Ciro Nogueira (PP-PI) e o atual presidente Michel Temer (PMDB-SP), que deixou dois servidores nos quadros de estrutura da Casa durante seu primeiro mandato à frente da Presidência. Mas, quem mais surpreende pela capacidade de influenciar a distribuição dos apartamentos é o ex-deputado e ex-quarto-secretário João Caldas, que mantém o sobrinho Luiz Carlos Silva em um apartamento na 203 Sul, apesar de o estudante ter sido exonerado em 17 de fevereiro, segundo o Boletim Administrativo.
Senadores reagem a aumento de servidores A proposta de aumento nos salários dos servidores do Senado em troca do fim das gratificações por chefia foi mal recebida pelos senadores e também por um grupo de funcionários। A reação foi a pior possível. A avaliação interna é de que é um erro colocar o assunto em discussão neste momento. A ideia de reajuste salarial foi sugerida pelo presidente do Sindicato dos Servidores Legislativos (Sindilegis), Magno Mello, em entrevista ao Correio. O sindicalista argumenta que o aumento na remuneração faria parte de uma reformulação no plano de carreira para compensar o fim das centenas de diretorias e bônus por chefia criados nos últimos anos. Pressionados, os senadores não querem abordar o tema em meio à crise administrativa vivida pelo Senado. “O sindicato tem o direito de apresentar a proposta que quiser, mas o Senado precisa ter o pé no chão. Já temos gastos exagerados”, reagiu o senador Renato Casagrande (PSB-ES). “Temos que esperar passar essa crise. Não é o momento. Pelo que conheço, o salário está de bom tamanho”, afirmou Serys Slhessarenko (PT-MT), segunda vice-presidente do Senado.
Diretores da Camargo Corrêa presosQuatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país, foram presos pela Polícia Federal, acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Quatro doleiros do Rio e São Paulo também estão detidos. Segundo os federais, o esquema contém doações ilegais a partidos políticos.O Estado de S.Paulo
PF prende executivos de empreiteira por fraudesCamargo Corrêa é suspeita de doações ilegais a sete partidos Sete partidos políticos (PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB) são citados na Operação Castelo de Areia, deflagrada ontem pela Polícia Federal, como supostos destinatários de doações de recursos ilícitos a partir de esquema envolvendo diretores da construtora Camargo Corrêa e doleiros. Segundo a PF, a trama consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais. A primeira etapa da investigação aponta para evasão de R$ 20 milhões, em estimativa da Procuradoria da República.A operação prendeu 10 pessoas e vasculhou 16 endereços, onde foram recolhidos computadores, armas, quadros, documentos e pelo menos R$ 1 milhão em dinheiro. A força-tarefa estava em busca de um pen drive onde estaria armazenada a suposta contabilidade paralela da organização e uma lista de políticos beneficiados.Auditores do Tribunal de Contas da União acompanharam a blitz. "Há fortes indícios de que a empresa utilizava-se de offshores e do sistema de dólar cabo para remessas de quantias para o exterior", disse o delegado Alberto Iegas, coordenador da PF em São Paulo do combate ao crime organizado. Em nota, a Camargo Corrêa negou irregularidades e se declarou "perplexa".
Cresce pressão de petistas contra retorno de DelúbioO governador de Sergipe, Marcelo Déda, engrossou ontem o coro dos petistas contrários ao retorno do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares às fileiras petistas। "Ninguém com juízo pode estar satisfeito com a volta do Delúbio", afirmou Déda, que nesta semana conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto. Lula também acha que a cúpula do PT deve negar a refiliação a Delúbio - expulso no rastro do escândalo do mensalão, em 2005 - por acreditar que sua volta, neste momento, prejudicaria a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência."Um partido que quer continuar governando tem que ter os pés no presente, os olhos no futuro e não voltar para trás", insistiu Déda. "O PT já sangrou muito, já sofreu muito. É necessário bom senso para perceber que uma sigla com a responsabilidade política que o PT tem hoje precisa ter todas as forças concentradas no apoio a Lula e na construção de 2010."
Sarney repete script de reforma que não fezO grupo de parlamentares que hoje comanda o Senado e faz promessas de reforma administrativa para enterrar a assombração política provocada pelo escândalo dos 181 diretores, pagamento de hora extra no recesso parlamentar e outros desmandos é o mesmo que, 14 anos atrás, propôs uma profunda "reengenharia" para que a Casa não se transformasse em uma "instituição desorientada", vagando como "uma alma penada" pelo Congresso.Hoje, como em abril de 1995, a direção do Senado também decidiu "contratar uma consultoria externa da Fundação Getúlio Vargas". No discurso da posse do terceiro mandato na presidência do Senado (de 1993 a 1995, de 2003 a 2005 e de 2009 a 2011), em fevereiro passado, Sarney afirmou que foi com o trabalho da FGV que ele promoveu "uma grande reforma aqui dentro".O contrato número 55/1995, segundo informação oficial do Senado, "foi pago em quatro parcelas de R$ 220.500,00, totalizando 882.000,00". Um novo contrato com a FGV deve ser assinado ainda nesta semana. A fundação já faturou em contratos com o Senado, nos últimos cinco anos, pelo menos R$ 3,3 milhões.
Fila da hora extra reúne multidão na CâmaraA cena se repete sempre que a sessão do plenário da Câmara passa das 19h. Centenas de funcionários dos gabinetes dos deputados, chamados na estrutura da Casa de secretários parlamentares, se espremem em filas para assinar o ponto e, assim, garantir o pagamento da sessão noturna. A Câmara gasta R$ 430 mil em horas extras, no limite de duas por noite, sempre que a sessão ultrapassa o horário das 19h.Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara, costumava encerrar as sessões antes das 19h, a tempo de evitar o pagamento das horas extras - o que lhe valeu o apelido de "um para as sete" no Congresso.Michel Temer (PMDB-SP), atual presidente, tem evitado as sessões noturnas se não há votações pendentes. Quando elas ocorrem, os funcionários têm 20 minutos, após o término, para comprovar que estavam na Câmara e, portanto, podem receber o extra. O prazo foi adotado para evitar que assessores ausentes tenham tempo de voltar à Casa e assinar a presença, com o objetivo único de garantir o pagamento adicional.
Filha de diretora trabalha em prestadora de serviçosResponsável pelos trabalhos de estenotipia (digitação informatizada) de todas as reuniões que ocorrem nas comissões do Senado, a Steno do Brasil Importação, Exportação, Comércio e Assessoria Ltda tem em seus quadros Mariana Cruz, filha da diretora de Comissões da Casa, Cleide Maria Barbosa Ferreira Cruz। A Steno é contratada do Senado com gastos autorizados de até R$ 2,2 milhões ao ano, desde janeiro de 2006.A polêmica em torno da Steno já foi parar no Ministério Público. Motivo: além da denúncia de nepotismo, os taquígrafos do Senado teriam ficado preocupados com a contratação da empresa, que, na prática, faz o seu trabalho."A Mariana foi trabalhar na minha empresa antes de o contrato ser fechado com o Senado. Sou amigo do pai dela. Ela estava desempregada e eu estava precisando de uma pessoa", afirmou Alexandre de Almeida, diretor regional da Steno, em Brasília. Ele afirmou que contratou Mariana seis meses antes de o contrato com o Senado ser fechado. Segundo Cleide, a proposta de terceirizar os trabalhos da taquigrafia foi feita, em 2005, pelo então primeiro-secretário da Casa Efraim Moraes (DEM-PB). Na época, três comissões parlamentares de inquérito estavam em andamento: A CPI dos Correios, a CPI dos Bingos e a CPI do Mensalão. Os taquígrafos do Senado, que são, ao todo, 100, não davam conta do trabalho.
Choque de ordem duplo na RocinhaPrefeitura inicia a derrubada do Minhocão, a golpes de marreta, e polícia fecha dois laboratórios de refino na favela Os governos estadual e municipal realizaram ontem duas operações que derem um choque de legalidade na Rocinha: enquanto a polícia estourava dois laboratórios onde traficantes refinavam e misturavam cocaína, a prefeitura iniciava a derrubada do Minhocão। A operação policial mobilizou 300 homens e foi uma resposta à tentativa de invasão da Ladeira dos Tabajaras. O chefe do tráfico, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, conseguiu fugir. Três homens morreram, seis foram presos e outros três ficaram feridos. Uma tonelada de maconha foi apreendida. A derrubada do Minhocão - um prédio de dois andares erguido sem licença - começou sob forte esquema de segurança, após autorização da 13º Câmara Cível do TJ.
Estão cheirando cimento no Rio Numa das refinarias do tráfico na Rocinha, com capacidade para produzir 200 quilos de cocaína misturada por semana, os bandidos transformavam um quilo em cinco. Até cimento branco era usado na mistura.
Enquanto isso, no México... A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, iniciou visita ao México admitindo a responsabilidade de seu país no problema do narcotráfico no vizinho: "Nossa insaciável demanda por drogas ilegais alimenta o tráfico."
Pacote de habitação é 5 vezes menor que reajuste do servidorPlano de Lula para casa própria é de R$ 34 bi; para funcionalismo foram R$ 175 bi। No sétimo ano de seu mandato de oito anos, o presidente Lula anunciou um pacote para construir 1 milhão de moradias. O plano nasce cercado de críticas, pois, além da demora, os recursos são escassos se comparados a outras prioridades do governo. Só para reajuste de servidores concedido em 2008, com impacto até 2012, Lula comprometeu R$ 175,5 bilhões - ou cinco vezes mais do que o pacote de R$ 34 bilhões lançado ontem. Segundo técnicos do governo, para entregar 1 milhão de casas, o que especialistas não acreditam, é preciso construir em um ano e meio mais de sete vezes o total de unidades criadas em 2008 (135 mil, com dinheiro do FGTS), o melhor ano da era Lula. O foco do programa são famílias que ganham até seis salários mínimos. Elas terão, entre recursos do Orçamento e do FGTS, R$ 26 bilhões em subsídios à prestação da casa própria. Lula admitiu, porém, que não há prazo para entregar as moradias. O Conselho Monetário Nacional elevará, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, o valor de imóveis que podem ser adquiridos com o FGTS.
PF: refinaria e partidos em lista de empreiteiraA Polícia Federal prendeu quatro diretores da empreiteira Camargo Corrêa e mais seis pessoas acusadas de desviar recursos públicos para financiar ilegalmente campanhas políticas ou abastecer contas no exterior. Além de partidos, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em parceria com o governo Chávez, teria movimentado verbas superfaturadas.
Crise abala governos no Leste da EuropaUma tsunami econômica derruba governos do Leste da Europa e põe outros em alerta। Já caíram os governantes de Letônia, Hungria e República Tcheca। A situação é considerada crítica na Ucrânia, na Romênia e na Sérvia, que vivem o momento mais delicado desde o fim da era soviética, há cerca de 20 anos। O clima é de insatisfação, sobretudo entre os jovens, que cresceram em um ambiente de maior prosperidade.



