
Em seu programa semanal de rádio, o presidente Lula defendeu hoje (26) a redução da burocracia do governo e dos bancos oficiais como medida de estímulo ao crédito para amenizar os efeitos da crise internacional no Brasil. “Nós agora precisamos cuidar do capital de giro para a pequena e a média empresa brasileira porque elas são grandes geradoras de emprego. Precisamos fazer com que esse capital de giro seja alavancado rapidamente. É preciso diminuir a parte burocrática do governo e dos bancos para que voltemos à normalidade no crédito brasileiro”, disse o presidente, logo após comentar o aporte anunciado semana passada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Acredito que vamos evitar que a crise tenha maior gravidade no Brasil. Estamos reforçando o caixa do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] com R$ 100 bilhões para que ele possa não apenas incentivar novos investimentos no setor produtivo, mas ajudar nos grandes projetos que a Petrobras tem aqui no Brasil com o pré-sal”, afirmou Lula no Café com o Presidente. Com essa injeção de recursos do Tesouro, o governo pretende evitar a paralisação de projetos considerados importantes para o país e diminuir a necessidade de empresários brasileiros buscarem recursos no exterior, afirmou o petista. O presidente voltou a destacar a necessidade de a liberação dos empréstimos estar condicionada à manutenção de empregos.
“Vamos cuidar para que os empréstimos dos bancos públicos, seja BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, o BNB (Banco do Nordeste) e o Basa (Banco da Amazônia), que são bancos públicos, ou seja, quando eles fizerem os empréstimos ou crédito que isso esteja ligado a geração de postos de trabalho porque é o que conta para a distribuição de riqueza e para a melhoria de vida das pessoas”, declarou.